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Bling e Mercado Livre: Como funciona a integração entre os canais

2 de set.
7 min de leitura

Atualizado: há 2 dias


Vender no Mercado Livre é relativamente simples. Administrar tudo o que acontece depois da venda é que começa a exigir mais estrutura.


Conforme o volume aumenta, a empresa precisa acompanhar pedidos, estoque, produtos, preços, faturamento, separação e expedição. Se ela também vende em outros marketplaces ou em uma loja virtual própria, controlar cada canal separadamente começa a consumir tempo e aumentar o risco de divergências.


A integração entre O ERP Bling e Mercado Livre ajuda justamente a conectar essas duas partes da operação.


O Mercado Livre continua sendo o canal onde a venda acontece. O Bling passa a participar da gestão do que acontece com aquela venda dentro da empresa.


Pedidos podem ser importados para o ERP, produtos e anúncios podem ser vinculados, estoque e preços podem ser sincronizados e o faturamento pode fazer parte do mesmo fluxo operacional.


Na prática, porém, uma boa integração depende de algo que considero tão importante quanto conectar as contas: definir corretamente como Mercado Livre e Bling devem conversar.


Como funciona a integração entre Bling e Mercado Livre?

A conexão é feita dentro da Central de Extensões do Bling. Para realizar a integração, é necessário possuir uma conta de vendedor no Mercado Livre e autorizar a conexão entre as plataformas.


Depois da autenticação, entram as configurações que determinam como a operação funcionará.


É possível configurar a importação automática dos pedidos e mapear as situações utilizadas pelo Mercado Livre para as situações correspondentes dentro do Bling.


Também existe uma relação entre os produtos cadastrados no ERP e os anúncios existentes no marketplace.


Esse vínculo é fundamental. É ele que permite ao sistema reconhecer qual produto do Bling corresponde ao item vendido no Mercado Livre e participar corretamente de processos como estoque e preço.


Por isso, quando uma integração apresenta problemas, eu não costumo olhar apenas para a autenticação das contas. O vínculo entre produto e anúncio é uma das primeiras coisas que eu verifico.


Os pedidos do Mercado Livre podem entrar automaticamente no Bling

Uma das principais vantagens da integração é não precisar transportar manualmente cada venda para o ERP.


O Bling permite configurar a importação automática dos novos pedidos do Mercado Livre.


Quando a empresa vende pouco, acessar o marketplace e administrar algumas vendas individualmente talvez não pareça um grande problema.


A situação muda conforme o volume aumenta ou quando existem outros canais envolvidos.


Imagine uma empresa vendendo simultaneamente no Mercado Livre, Shopee e em sua própria loja virtual. Se cada venda precisa ser localizada, conferida e inserida manualmente no sistema de gestão, a equipe começa a gastar uma parte significativa do dia apenas fazendo informações circularem.


A importação automática reduz esse trabalho.


Mas existe um detalhe importante: o pedido entrar automaticamente no Bling não significa que todo o restante da operação está automaticamente resolvido.


Ainda é preciso definir o que acontece com esse pedido depois da importação.


Como ele será faturado? Em que momento haverá movimentação de estoque? Como seguirá para separação? Quais situações serão utilizadas dentro do ERP?


É essa configuração que transforma uma simples conexão em um fluxo de trabalho.


Estoque entre Bling e Mercado Livre

Estoque costuma ser uma das partes mais importantes dessa integração.


Para que a sincronização funcione corretamente, o produto do Bling precisa estar vinculado ao anúncio correspondente no Mercado Livre.


A partir dessa relação, o saldo utilizado pelo marketplace pode acompanhar as movimentações do estoque configurado no Bling.


Isso ganha ainda mais importância quando o mesmo produto é vendido em vários canais.

Imagine que existem três unidades disponíveis de determinado item e ele está anunciado no Mercado Livre, na Shopee e na loja virtual da empresa.


A venda realizada em um canal interfere na quantidade que a empresa realmente possui disponível para os demais, e tentar administrar isso manualmente se torna cada vez mais arriscado conforme aumentam o volume de pedidos e a quantidade de produtos.


É aí que a sincronização de estoque mostra seu valor.


Mas também é onde uma configuração ruim costuma ficar bastante visível.


Se o saldo do Bling não representa o estoque físico, o depósito utilizado na integração está incorreto ou os produtos não estão devidamente vinculados, a sincronização não resolve a origem do problema.


O Bling pode enviar uma informação de estoque ao Mercado Livre. Antes disso, a empresa precisa garantir que essa informação seja confiável.


Essa diferença é fundamental.


Produto no Bling e anúncio no Mercado Livre não são a mesma coisa

Esse é um conceito que eu considero importante para quem está começando a trabalhar com a integração.


O cadastro do produto dentro do Bling e o anúncio publicado no Mercado Livre são elementos relacionados, mas não são exatamente a mesma coisa.


O produto representa o item dentro da estrutura do ERP.


O anúncio possui características próprias do marketplace, como categoria, atributos e outras informações exigidas pelo Mercado Livre.


Para que as plataformas saibam que estão tratando do mesmo item, existe um vínculo entre elas.


Atualmente, o Bling possui uma área de Gestão de Anúncios do Mercado Livre que permite trazer anúncios para o sistema, fazer vínculos e também criar novos anúncios pelo próprio Bling.


Também é possível trabalhar com sincronização automática de estoque e preços.


Para operações com muitos produtos, essa organização faz bastante diferença.


Quando os vínculos são feitos sem critério, começam a aparecer situações como produtos duplicados, estoque divergente ou dificuldade para identificar corretamente qual cadastro está relacionado a determinado anúncio.


Por isso, eu teria cuidado principalmente ao integrar uma conta do Mercado Livre que já possui um catálogo grande.


Não é simplesmente uma questão de conectar e importar tudo.


Antes, vale entender qual plataforma possui a base de produtos mais organizada e como esses cadastros serão relacionados.


Dá para atualizar preços do Mercado Livre pelo Bling?

Sim. A integração permite trabalhar com sincronização de preços entre o Bling e os anúncios vinculados do Mercado Livre.cIsso é especialmente útil quando o ERP passa a funcionar como ponto central da gestão de produtos.


Também é possível trabalhar com preços diferentes para diferentes canais de venda.


Essa possibilidade é importante porque uma estratégia de preço não precisa necessariamente ser igual em todos os marketplaces.


Taxas, campanhas, posicionamento e custos podem variar de canal para canal.


O cuidado, novamente, está em definir onde a informação será administrada. Quando a equipe altera preço no ERP, no marketplace e em outros controles sem uma regra clara, aumenta o risco de uma plataforma sobrescrever uma informação atualizada em outra.


Centralização funciona melhor quando existe uma fonte de informação definida.


E a emissão de nota fiscal?

Depois que o pedido do Mercado Livre chega ao Bling, ele pode seguir para o processo de faturamento dentro do ERP.


Isso permite conectar a venda ao restante da estrutura fiscal da empresa e, dependendo da configuração utilizada, trabalhar também com automações relacionadas à emissão da NF-e.


Para uma operação com muitos pedidos, essa continuidade é uma das partes mais relevantes da integração.


A venda deixa de ser apenas uma informação existente dentro do Mercado Livre e passa a participar do processo interno da empresa.


Só que faturamento automático exige uma base fiscal bem configurada. Natureza de operação, dados fiscais dos produtos, tributação e demais informações precisam representar corretamente a realidade da empresa.


Eu sempre trataria essa etapa com cuidado.


Automatizar uma emissão fiscal só é uma vantagem quando as regras utilizadas para emitir estão corretas.


Bling e Mercado Livre Full

Quem utiliza o Mercado Envios Full precisa observar que essa operação possui particularidades.

O Bling possui integração específica para o Mercado Livre Fulfillment, com configurações próprias relacionadas à operação.


Nesse modelo, parte da logística e do estoque acontece dentro da estrutura de fulfillment do Mercado Livre, então o fluxo não deve ser tratado exatamente da mesma maneira que uma operação em que a própria empresa armazena, separa e envia seus pedidos.


Essa diferença é importante principalmente para empresas que trabalham simultaneamente com estoque próprio e produtos enviados para o Full.


O ERP precisa representar corretamente onde cada estoque está e como as movimentações acontecem.


Onde normalmente começam os problemas da integração?

Na minha experiência, é muito fácil atribuir qualquer divergência à “integração”.


Nem sempre o problema está nela.


Um pedido que não encontra corretamente um produto pode ter relação com o vínculo. Um estoque diferente do esperado pode ter origem no depósito utilizado ou em uma movimentação anterior. Um anúncio pode estar associado a um cadastro que não deveria ser utilizado.


Por isso, quando alguma coisa não funciona como esperado, eu tento reconstruir o caminho da informação.


Qual produto está envolvido? A qual anúncio ele está vinculado? Qual estoque deveria ser utilizado? O pedido entrou? Qual situação recebeu? O que deveria acontecer depois?


Essa forma de analisar costuma ser muito mais eficiente do que alterar várias configurações ao mesmo tempo tentando descobrir qual delas resolverá o problema.


Integrações conectam processos. Consequentemente, um erro em uma etapa pode aparecer em outra.


Vale a pena integrar Mercado Livre e Bling?

Para quem utiliza o Mercado Livre como um canal relevante de vendas, a integração pode reduzir bastante o trabalho de administrar o marketplace de maneira isolada.


O ganho fica ainda mais evidente quando a empresa também vende em outros canais.


Nesse cenário, o Bling pode funcionar como ponto central para pedidos, produtos, estoque, faturamento e outras etapas da operação, enquanto o Mercado Livre continua cumprindo seu papel como canal de venda.


Eu só evitaria enxergar a integração como um botão que transforma automaticamente uma operação desorganizada em uma operação integrada.


Antes de automatizar, é preciso definir produtos, vínculos, estoque, depósitos, fiscal e fluxo dos pedidos.


Quando essa estrutura está bem montada, a integração começa a fazer aquilo que realmente deveria fazer: reduzir trabalho operacional sem tirar o controle da empresa.


E quanto maior o volume de vendas, mais relevante essa organização tende a se tornar.


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Escrito por Tatiane Bellucca | Zari Consulting


 
 
 

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