Bling para e-commerce: Como funciona e quais as vantagens
Atualizado: há 2 dias

Administrar um e-commerce fica bem diferente quando a empresa deixa de ter apenas uma loja virtual e começa a vender também em marketplaces, redes sociais ou até em uma loja física.
O número de vendas aumenta e junto com ele cresce a quantidade de informações que precisam circular corretamente pela operação.
Um pedido entra por um canal. O estoque precisa ser atualizado. A venda precisa ser faturada. O produto precisa ser separado e enviado. Depois ainda existem financeiro, taxas, devoluções e acompanhamento dos resultados.
É nesse contexto que o Bling para e-commerce faz mais sentido.
O Bling é um ERP, mas também funciona como um hub de integrações. Isso permite conectar lojas virtuais, marketplaces e soluções logísticas ao sistema e administrar diferentes partes da operação em um ambiente centralizado.
Para mim, porém, a principal vantagem não está na quantidade de integrações.
Está no que acontece entre uma venda e outra dentro da operação.
Como funciona o Bling para e-commerce?
Pense em uma empresa que possui uma loja virtual e também vende no Mercado Livre, Shopee e Amazon.
Sem um sistema centralizando essa operação, cada canal pode acabar funcionando quase como uma empresa diferente. Existem pedidos em lugares diferentes, estoques que precisam conversar entre si, informações de produtos, faturamento e processos de expedição.
O Bling entra justamente no meio dessa estrutura.
Os canais compatíveis podem ser integrados ao ERP para que pedidos sejam administrados no sistema, estoques sejam sincronizados e outras etapas da venda possam seguir dentro da mesma operação.
Isso muda a função do ERP.
Ele deixa de ser apenas o lugar onde a empresa emite nota fiscal ou consulta estoque e passa a funcionar como uma espécie de centro operacional das vendas.
Para um e-commerce multicanal, essa diferença é bastante relevante.
Os pedidos de diferentes canais podem ficar centralizados
Uma das primeiras vantagens aparece na gestão dos pedidos.
O Bling permite trabalhar com pedidos criados diretamente no sistema ou importados de canais de venda integrados. Com isso, vendas originadas em diferentes plataformas podem fazer parte de um fluxo centralizado.
Imagine uma operação que começa o dia com pedidos no Mercado Livre, Shopee e na própria loja virtual.
Se a equipe precisa acessar cada plataforma para entender o que vendeu e depois transportar essas informações manualmente para o restante da operação, existe uma quantidade considerável de trabalho que não está diretamente relacionada à venda.
Centralizar reduz essa fragmentação.
Mas existe um ponto que considero importante: centralizar pedidos não significa simplesmente fazê-los aparecer no ERP.
A empresa precisa definir o que acontece quando esses pedidos chegam.
Quando o estoque será movimentado? Como será feito o faturamento? Qual será o processo de separação? Quem acompanha pedidos com problemas?
A integração resolve a circulação da informação. O processo continua precisando ser pensado.
O estoque é uma das partes mais importantes dessa estrutura
Para quem vende em mais de um canal, estoque costuma ser uma das principais razões para utilizar um ERP integrado.
O Bling permite trabalhar com sincronização de estoque nos canais integrados e também possui recursos como múltiplos depósitos e reserva de estoque.
Na prática, isso ajuda a enfrentar um problema clássico do e-commerce multicanal.
Um mesmo produto pode estar anunciado simultaneamente na loja virtual, no Mercado Livre e na Shopee. Quando ele é vendido em um desses lugares, os demais canais precisam trabalhar com uma disponibilidade coerente.
Quanto maior o catálogo e o volume de pedidos, menos viável fica controlar esse processo manualmente.
Ainda assim, eu faria uma ressalva.
Integração de estoque não corrige estoque desorganizado.
Se os saldos dentro do ERP não representam a realidade, existem produtos vinculados incorretamente ou a lógica dos depósitos não foi bem definida, sincronizar essa informação pode simplesmente distribuir o problema para os canais.
Por isso, o estoque é uma das áreas que eu revisaria com mais atenção antes de colocar várias integrações em funcionamento.
O cadastro de produtos também ganha importância
Em uma operação integrada, o produto deixa de existir apenas dentro do ERP.
As informações cadastrais podem participar da comunicação com diferentes canais de venda.
O Bling permite manter um cadastro de produtos com informações utilizadas em diferentes partes da operação e nas integrações compatíveis.
Isso torna a organização cadastral muito mais importante.
Um SKU criado sem padrão talvez pareça um detalhe quando existem vinte produtos. Quando a empresa possui milhares de itens e precisa relacioná-los com anúncios em diferentes plataformas, deixa de ser detalhe.
É por isso que considero cadastro, estoque e integração partes do mesmo assunto.
Quando esses três elementos são tratados separadamente, começam a aparecer problemas que muitas vezes são atribuídos ao marketplace ou ao ERP, mas na verdade a origem está na estrutura dos dados.
Faturamento e nota fiscal entram no mesmo fluxo
Depois que o pedido chega, existe outra etapa crítica: o faturamento.
O Bling possui recursos para emissão de documentos fiscais e automações que podem fazer parte do processamento dos pedidos, de acordo com a configuração e o canal utilizado.
Para operações com volume, reduzir etapas repetitivas no faturamento pode representar uma diferença considerável na rotina.
Mas essa é outra área em que eu não começaria pela automação.
Primeiro é necessário garantir que produtos, tributação, natureza de operação e demais informações fiscais estejam corretamente estruturados para a realidade da empresa.
Emitir uma nota rapidamente é ótimo.
Emitir uma nota errada rapidamente não é.
Por isso, automação fiscal deveria ser consequência de uma configuração fiscal validada, e não um atalho para evitar essa configuração.
A operação continua depois da nota fiscal
Uma venda de e-commerce só termina operacionalmente quando o pedido consegue avançar pela separação e expedição. O Bling possui recursos voltados para essa etapa e integrações com soluções logísticas que podem participar do fluxo de envio dos pedidos.
Essa parte ganha importância conforme aumenta o volume.
Com poucos pedidos, uma equipe pode conseguir organizar a separação de maneira bastante informal. Conforme entram dezenas ou centenas de vendas, saber exatamente quais pedidos estão prontos, quais produtos precisam ser separados e o que já foi conferido passa a ser parte fundamental do controle.
É também onde erros operacionais ficam caros.
Mandar o produto errado, esquecer um item ou perder um pedido no fluxo afeta diretamente a experiência do cliente, mesmo que todo o processo anterior tenha funcionado corretamente.
E o financeiro do e-commerce?
O Bling também reúne recursos de gestão financeira que permitem acompanhar diferentes informações da operação.
Esse é um ponto que considero especialmente relevante para empresas que começam a crescer em marketplaces.
Faturamento não é resultado.
Uma empresa pode aumentar bastante as vendas e, ao mesmo tempo, perder visibilidade sobre taxas, despesas, recebimentos e margem.
Quando o volume cresce, olhar apenas para o total vendido pode criar uma percepção bastante distorcida da saúde da operação.
O ERP ajuda a concentrar informações. A gestão, porém, precisa definir quais números serão acompanhados e como eles serão utilizados nas decisões.
Quais são as principais vantagens do Bling para e-commerce?
Se eu tivesse que resumir a proposta do Bling para uma operação de vendas online, não colocaria uma longa lista de funcionalidades.
A principal vantagem é reduzir a distância entre os canais onde a empresa vende e os processos necessários para entregar essas vendas.
O cliente pode comprar no marketplace. Para a empresa, porém, aquela venda precisa encontrar produto, estoque, fiscal, logística e financeiro.
Quando essas etapas compartilham a mesma estrutura, a operação tende a depender menos de digitação, conferências e controles paralelos.
Também existe um benefício importante para empresas que pretendem ampliar os canais de venda.
O Bling permite conectar diferentes canais e soluções à operação. Isso significa que a empresa pode construir uma estrutura multicanal sem necessariamente criar uma gestão independente para cada novo canal.
Bling para e-commerce vale a pena?
Para uma empresa que vende online e precisa centralizar pedidos, controlar estoque, integrar canais, faturar e organizar a expedição, eu colocaria o Bling entre as soluções a serem avaliadas.
Principalmente quando existem ou existirão vários canais de venda.
Mas eu não tomaria a decisão apenas olhando para a lista de marketplaces disponíveis.
Antes de escolher o ERP, eu avaliaria como a empresa trabalha hoje, quais plataformas utiliza, como controla estoque, qual é a estrutura do catálogo, como funciona o faturamento, quais integrações logísticas são necessárias e onde estão os principais gargalos.
É essa análise que mostra se o sistema realmente se encaixa na operação.
Também é preciso considerar o estágio da empresa.
Um e-commerce começando agora pode estruturar produtos, estoque e processos já pensando no crescimento. Uma empresa que vende há anos talvez precise primeiro organizar uma estrutura que foi sendo construída aos poucos, com cadastros duplicados, planilhas e regras diferentes entre canais.
Nos dois casos, o Bling pode ser a mesma ferramenta.
A implantação é que não deveria ser igual.
O ERP deve acompanhar a venda do início ao fim
Esse é o ponto que eu consideraria antes de contratar qualquer ERP para e-commerce.
Não basta perguntar se o sistema integra com a sua loja ou marketplace.
É preciso acompanhar mentalmente uma venda inteira.
O cliente comprou. O pedido chegou corretamente? O estoque foi movimentado como deveria? O faturamento recebeu as informações certas? A equipe consegue separar e expedir? O financeiro consegue acompanhar o resultado daquela operação?
Quanto mais respostas estiverem conectadas dentro de uma estrutura coerente, menos a empresa dependerá de controles paralelos para conseguir funcionar.
É aí que vejo a principal proposta do Bling para e-commerce.
Não simplesmente colocar várias funcionalidades no mesmo sistema, mas criar uma ligação entre o canal onde a venda acontece e tudo o que a empresa precisa fazer depois dela.
Para um e-commerce que pretende crescer, essa estrutura tende a se tornar mais importante à medida que aumenta o número de produtos, pedidos e canais.
Quer testar o Bling no seu e-commerce?
Se você ainda não utiliza o Bling e quer avaliar como o ERP funciona na sua operação, minha indicação oferece 3 meses gratuitos no Bling com o cupom TATIANE03.
Crie sua conta: https://www.bling.com.br/planos-e-precos/TATIANE03
Se você já utiliza o sistema, mas precisa estruturar produtos, estoque, integrações, fiscal e processos para uma operação de e-commerce, a Zari Consulting atua com implantação e configuração do Bling de acordo com a realidade de cada empresa.
Escrito por Tatiane Bellucca | Zari Consulting

%20(2).png)



Comentários