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Automação de e-commerce: como o Bling ERP pode automatizar sua operação

3 de mai.
6 min de leitura

Atualizado: 12 de set.



Quando se fala em automação de e-commerce, é comum pensar imediatamente em inteligência artificial ou em uma operação altamente tecnológica. Na rotina de uma empresa, porém, automatizar começa por algo muito mais concreto: deixar de executar manualmente tarefas que o sistema pode realizar a partir de regras e informações já configuradas.

Um pedido realizado no marketplace pode entrar no ERP sem precisar ser digitado. O estoque pode acompanhar as movimentações das vendas. Uma nota fiscal pode ser gerada a partir das informações do pedido. Dados de diferentes canais podem ser concentrados em uma mesma operação.


O Bling ERP reúne diferentes possibilidades de automação para quem vende online, especialmente quando existem lojas virtuais, marketplaces e outros canais integrados ao sistema.


Mas existe uma parte importante dessa conversa que muitas vezes fica de fora: automatizar um processo ruim não faz dele um processo melhor. Antes de decidir o que o sistema deve fazer automaticamente, é preciso entender como aquela operação deveria funcionar.


O que é automação de e-commerce?


Automação de e-commerce é o uso de sistemas e regras para executar ou conectar tarefas que, sem essa estrutura, dependeriam de intervenção manual.


Imagine uma empresa que vende em três marketplaces. Sem integração, alguém pode precisar acessar cada canal, conferir pedidos, atualizar controles internos, verificar estoque, preparar faturamento e acompanhar a expedição.

Com os canais integrados ao ERP, parte desse fluxo pode acontecer de forma centralizada e, dependendo da configuração, automaticamente.


O objetivo não é retirar completamente a participação das pessoas da operação. É reduzir atividades repetitivas e permitir que a equipe concentre atenção nas situações que realmente precisam de análise.


Como o Bling ajuda a automatizar um e-commerce?


O Bling conecta diferentes etapas da rotina de vendas online.


Entre as possibilidades estão: Importação de pedidos, sincronização de estoque com canais integrados, emissão de notas fiscais, processos de expedição e gestão financeira.


O ganho aparece principalmente quando essas áreas deixam de funcionar como processos isolados.


Uma venda não é apenas um pedido. Ela pode gerar uma movimentação de estoque, um documento fiscal, uma conta a receber, uma separação de mercadoria e posteriormente uma expedição.


Quando essas etapas estão estruturadas dentro do ERP, a informação pode seguir pela operação com menos necessidade de ser inserida novamente a cada processo.


Importação automática de pedidos


Para quem vende em marketplaces e lojas virtuais, a entrada dos pedidos é uma das primeiras automações que fazem diferença no dia a dia.


Em integrações compatíveis, novos pedidos podem ser importados automaticamente para o Bling. A partir daí, passam a fazer parte do fluxo de vendas do ERP.


Isso se torna especialmente relevante conforme aumenta a quantidade de canais.

Imagine precisar conferir manualmente Mercado Livre, Shopee, Amazon e uma loja virtual ao longo do dia para descobrir quais pedidos precisam ser processados.


Centralizar essa entrada reduz trabalho operacional e cria uma visão mais organizada das vendas.


Mas a importação automática também precisa estar bem configurada. Situações dos pedidos, identificação dos produtos e regras de cada integração interferem no funcionamento do processo.


Automação não elimina configuração. Na verdade, quanto mais automatizado for o fluxo, mais importante se torna configurá-lo corretamente.


Automação e sincronização do estoque


O estoque é uma das áreas em que a automação pode trazer mais benefícios e também onde uma configuração inadequada pode causar mais problemas.


O Bling permite trabalhar com atualização e sincronização de estoque nos canais integrados, além de múltiplos depósitos.

Para uma empresa que vende o mesmo produto em diferentes canais, isso é fundamental.


Se existe apenas uma unidade disponível e ela é vendida em um canal, os demais canais precisam receber a informação correta para reduzir o risco de uma nova venda sem disponibilidade.


Só que existe um detalhe importante: estoque automático não significa estoque infalível.


É preciso entender quando ocorre o lançamento do estoque, quais depósitos estão envolvidos, como cada canal está configurado e se os produtos estão corretamente vinculados.


Esse é um bom exemplo de por que não considero automação apenas uma questão de ativar recursos dentro do ERP.

Existe uma lógica operacional por trás deles.


Emissão automática de notas fiscais


Outro processo que pode ser automatizado é o faturamento.


O Bling permite gerar NF-e a partir das informações existentes no pedido de venda e possui automação de emissão para pedidos importados de determinados canais compatíveis.


Em uma operação com volume maior de pedidos, reduzir etapas manuais no faturamento representa um ganho considerável de tempo.


Mas aqui eu faria uma ressalva importante.


A automação fiscal deve vir depois de uma configuração fiscal bem estruturada.


Natureza de operação, tributação dos produtos, dados cadastrais e regras aplicáveis à empresa precisam estar corretos.

Fazer uma nota ser emitida automaticamente é útil quando o sistema possui as informações corretas para emiti-la.


Caso contrário, a automação apenas faz o erro acontecer mais rápido.


Automação também chega à separação e à expedição. O processo não precisa terminar na emissão da nota.


O Bling também possui recursos para separação de pedidos e integrações logísticas, permitindo concentrar atividades relacionadas à conferência, etiquetas e envio dentro da operação.


Para um e-commerce, isso é relevante porque o trabalho operacional continua depois que a venda é aprovada.


O pedido precisa ser localizado, separado, conferido, embalado, faturado e enviado.


Quanto maior o volume, mais importante é ter um fluxo claro para evitar que pedidos sejam esquecidos, enviados incorretamente ou processados fora da sequência esperada.


E o financeiro?


A centralização das vendas também contribui para uma visão financeira mais organizada.

O Bling possui recursos de controle financeiro, fluxo de caixa e relatórios, permitindo acompanhar informações da operação no mesmo ambiente utilizado para outros processos do negócio.


Aqui existe uma diferença importante entre registrar informações e ter uma gestão financeira confiável.


Um ERP pode automatizar lançamentos e concentrar dados, mas a empresa ainda precisa definir corretamente como controla recebimentos, despesas, taxas, conciliações e demais movimentações.

Automação melhora a disponibilidade da informação. A qualidade da gestão continua dependendo de como essa informação é estruturada e analisada.


O que eu automatizaria primeiro no Bling?


Não existe uma resposta única.

Em uma implantação, eu prefiro analisar primeiro quais atividades são repetitivas, quais consomem mais tempo e, principalmente, quais já possuem um processo bem definido. Um e-commerce que recebe muitos pedidos de marketplaces pode ganhar bastante automatizando a entrada e o processamento dessas vendas.


Outra empresa pode ter seu principal gargalo no faturamento.

Uma terceira pode sofrer diariamente com estoque divergente entre canais.


A prioridade deve acompanhar o problema da operação.


Também não recomendo automatizar tudo apenas porque existe essa possibilidade. Algumas etapas podem precisar de conferência humana, principalmente enquanto os processos ainda estão sendo estruturados.


Uma boa automação não é aquela que possui o maior número de processos automáticos. É aquela que reduz trabalho sem reduzir controle.


Antes de automatizar, organize a base.


O Bling consegue automatizar diferentes etapas de um e-commerce, mas essas automações utilizam os cadastros, regras e integrações configurados dentro do sistema.


Se um SKU está incorreto, a integração pode não identificar o produto como deveria. Se o estoque está estruturado de maneira inadequada, sincronizá-lo automaticamente não corrige sua origem. Se a configuração fiscal está errada, automatizar a emissão não resolve o problema.


Por isso, em projetos de implantação, considero a sequência mais importante do que a quantidade de recursos ativados.


Primeiro entendemos a operação.

Depois estruturamos cadastros e processos.

Em seguida configuramos as integrações.

E então avaliamos quais etapas realmente fazem sentido automatizar.

Essa ordem costuma ser menos atraente do que simplesmente ativar tudo, mas é muito mais segura para uma operação que pretende crescer.


Automação de e-commerce vale a pena?


Para operações que ainda dependem de digitação, conferências repetitivas e atualização manual entre diferentes canais, existe um espaço enorme para ganho de eficiência.


O principal benefício, porém, não está apenas em economizar alguns cliques.


Quando pedidos, estoque, faturamento, expedição e financeiro começam a compartilhar uma estrutura organizada, a empresa passa a depender menos de controles paralelos e de conhecimento operacional concentrado em determinadas pessoas.


É aí que um ERP começa realmente a trabalhar a favor da operação.


O Bling ERP oferece recursos importantes para construir essa estrutura, especialmente para empresas que vendem online e precisam administrar diferentes canais. Mas a ferramenta é apenas uma parte do resultado.


Configuração, processo e qualidade dos dados continuam sendo fundamentais.

Uma boa automação significa escolher o que o sistema pode assumir com segurança e preservar controle justamente onde a empresa ainda precisa tomar decisões.


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Escrito por Tatiane Bellucca | Zari Consulting

 
 
 

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